Archive for março, 2010

\o/ Sexta Play SF (27/3) Vai um Opti-Free® aí!?

É  impressionante a capacidade das pessoas acharem que a bolsa de uma mulher pode caber um tudoo! Isso  se torna mais nítido ao se tratar de banheiro feminino e de o fato se passar numa boate, onde as bolsas costumam ser “compactas”.

Naquele local, onde invariavelmente há uma fila enorme de mulheres apertadas, se desloca uma mulher gritando:

_ Socoooorro, meninas, me deixem passar na frente! Minha lente de contato caiu!

Sim, caiu, e a lente se alojou num local, digamos, impróprio, no meio dos seios. Que situação!

Depois de reaver a lente no duelo: peitos X lente, nossa sortuda, (porque, convenhamos, conseguir recuperar uma lente de contato é para poucos!), num ato de desespero, pois obviamente a noite não poderia acabar assim, se dirigiu a ala de amigas de banheiro e pôs-se a pedir OPTI-FREE®*.

Detalhe: o frasco do produto almejado é em tamanho família

Tadinha, ninguém tinha o family-frasco nas mínimas bolsas noturnas, que mal cabem a carteira de motorista e o dinheiro.  

 

¬¬

*Para os que não usam lentes, OPTI-FREE® se trata de uma solução para lentes de contato que proporciona limpeza, desinfecção e reidratação.

*Malu

\o/ Sexta Play SF (27/03) – Cabe mais uma?

 

  

 

  

 Um chopp, duas tequilas, uma garrafa de  Salton e por aí vai… Resultado: vontade de ir ao banheiro. 


 

Fila quilométrica.  

Um bando de mulheres tagarelas (pautas 1, 2 e 3* – assunto cíclico!) disputando as poucas cabines disponíveis no banheiro do club e, claro, rezando para que o fluxo do xixi da “colega” da vez seja curto. Em vão. 

Existem 3 banheiros íntegros e disputadíssimos. Ocupados (PQP!),  mas a vontade falou mais alto.
 

Qual banheiro sobrou? Aquele com a parte debaixo da porta quebrada. Do you mind? Quando a água bate… 

Uma delas já estava fazendo xixi e a outra, já meio “tchuca”, falava e falava, não se importando com o fato de o banheiro não ter porta, muito menos tranca. Sem o que fazer, a menina, que não pôde contar com a boa vontade da amiga, levantou as pernas (sim, ela estava sentada no vaso!) e segurou a porta com os pés! O fato é verídico!
 

Em seguida,  uma delas reconheceu os pés da terceira amiga, que fora apenas retocar a maquiagem e, rapidamente, a sequestrou para dentro da cabine. Já que lá estava, ela também fez o seu xixi de cada 15 minutos.  

Sim, havia três mulheres dentro de um minúsculo banheiro, no qual há, ainda, uma lixeira gigante (que não é suficiente). Você há de convir que não sobra muito espaço para uma pessoa fazer xixi, quanto mais três. 

Ir ao banheiro é uma arte desenvolvida há muito tempo pelas mulheres e aperfeiçoada com a criação dos banheiros químicos. Deu tudo certo. Coisas que não deveriam aparecer foram vistas, mas quem se importa? Estavam entre amigas (as três, e todas as outras 35 da fila). 


 

* Devemos adverti-los, caros leitores, para que possam escapolir de certos assuntos, ou melhor, pessoas, nessas situações. Quando perceberem que a conversa enveredou pela pauta 1, fujam! 

Pauta 1: Derrames e PTs nos rocks; 

Pauta 2: Ex-namorado; 

Pauta 3: Pegação nos rocks. 

Detalhe: a pauta 3 remete à pauta 1 e, se você não estiver no mesmo “grau alcoólico” que a colega, imediatamente vá embora. O assunto é cíclico e você pode permanecer no banheiro por muuuuito tempo.
 

 

*Fernanda

 


 


Bathroom for women…

O grande segredo de todas as mulheres c relação aos banheiros é que quando pequenas, quem as levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía:

“Nunca, nunca sente em um banheiro público”

E, em seguida, mostrava “a posição”, que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar sem que, no entanto, o corpo não entre em contato com o vaso.

“A Posição” é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, “a posição” é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.

Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Bradd Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de “estou me mijando”.

Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar.

Você, então verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas.

Todos estão ocupados.

Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo.

Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa… você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.. o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque nunca se sabe…

Mas, voltando à porta…

Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca “na posição”.

Alívio…… AAhhhhhh…..finalmente…

Aí é quando os teus músculos começam a tremer …

Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.

Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça “jamais sente em um banheiro público!!!” e, assim, você mantém “a posição” com o tremor nas pernas…

E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar “a posição” requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, puuuuta que o pariuuuu…! O rolo está vazio…! (sempre)

Então você pede aos céus para que, nos 5kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção…

E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!!!

Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso, as mulheres nos respeitamos muito) e você pode procurar teu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas…

A lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, “você não sabe que doenças você pode pegar ali”

… você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!…

Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água… O secador, você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.

Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra!

Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.

“Por que você demorou tanto?”

pergunta o idiota.

Você se limita a responder

“A fila estava enorme”

E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter “a posição” e a dignidade.

Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro! ;]

TE VEJO NO ROCK!

  

 Todos os segredos dos banheiros dos rocks capixabas revelados no TE VEJO NO ROCK!

 

 Em nossas empreitadas, revelaremos a arte de ir ao banheiro e o universo feminino, traduzidos em posts, fotos, curiosidades e comentários.

Nunca foi tão fácil saber o que se passa além da porta, da fila, da pia, do espelho, da privada….

 

Mais cautela.

Estamos à espreita ;]